segunda-feira, 26 de novembro de 2012


nessa idade
posso contar
que estou feliz
abrindo com cuidado
as portas da vida
fechando outras já vividas
misturando os passos
afastando as feridas
é limpeza de dores
é presença querida
agradeço aos amores
e a essa vida sofrida
abandono a antiga
e que sejam bem vindas
as formas sólidas e amigas.

dorme leve
desconfia da minha ousadia
percebe o meu arrepio
se junta ao meu frio
aquece o ventre e rosto
profundo o sonho nos olhos
sem saber o que há no fundo
me afundo no meu fundo ao encontro.

caminhos que em cruz se trilham
cada um carregando o seu potinho
um de um lado com um pouco de fé
o outro com um pouco de caminho.

abelhinha
constrói sua morada
enquanto tento construir a minha
no dia em que ambas prontas estiverem
construiremos juntos a morada da vizinhança
dos que lutaram a vida toda
dos que carregaram o peso nas costas
para cima e para baixo
cada um no seu tempo
tudo isso
por um abrigo
e por um pouco de doçura.
O dia doce será eternamente recordado
nos corações dos novos amigos e irmãos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

é pra você
que hoje eu escrevo
pra você
que eu sinto e canto
é hoje
o seu dia em mim
ternura adaptada
na sutileza dos abraços
dos pés às orelhas
choque mutuo
do parecido
do quase perfeito
é encontro de braços e pernas
umbigos e corações
dentro dessa poesia
não cabe o que não é bom.

se querer
tempo: indeterminado ,mas finito.
Eu danço.
Sim eu encho de amor.
Lanço
O meu, o dele, o dela 
O teu
Perfume.
Misturando-os com aquela
Contagiando o outro.
É mistura braba.
Quando achamos amar só a dois
Estamos amando a todos.
Nos amamos todos os dias.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O céu dessa manhã eu vejo.
Um pedaço.
Quase uma sacanagem de céu.
E sinto que na realidade ele está bonito.
Pelo cheiro posso reconhecer a sua claridade.
Senti o vento por dentro da minha camisa.
Que me fez querer evitar a cama
Voltar para a cozinha
Comer infinitos frutos
Me afogar em água doce
e pensar mais.

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Olhando você por uma gravação
Lembrei o que me incomodava
Posso trocar de palavra
Talvez o que eu questionasse diariamente.
Mas não ao ponto do incômodo.
A sua insegurança me fez te perder.
Mas não foi dessas com sentimentos densos.
Foi a insegurança em forma de criança.
Desses meninos bem doces e de olhos de espelho.
Você era um anjo e eu nem te pedi nada.
Hoje só peço que volte.
Talvez eu ainda tenha duas chances.

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O RITMO
TEMPO E DISTANCIA
PALAVRAS QUE CANSEI
ESCREVENDO PERCEBO
A INUTILIDADE DAS PALAVRAS
AO TAMANHO DOS MEUS PENSAMENTOS
PRECISO ARRUMAR UMA OUTRA MANEIRA
DE PENSAR.


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Me rendo ao horário dos loucos.
Já são sete e eu me deito.
Adaptar.
Mas sou assim.
Não vou.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

20+1

Olá mais um
Nova
Divisa
Essa porta
Que espera fechada
Um ano
Para quem merecer
Poder abri-la
Essa caminhada
Que poucos segundos temos para descansar
Poucos também para filosofar

Esse caminho é como se sente.

Hoje completo mais um ano de vitória, graças a Mim e a Mãe .

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

nada quadrado


cara com vértices firmes
mais de mil lados
com cada um seus vértices
e se eu coloco meu dedo neles
você uivará
como quem se perde
nas próprias arestas

Polígamo


de duas, uma.
você
uma ama
outra quer
você um
quer dois
seguramente
duas
mas uma
quer um
você
sem duas, uma.

Ir dormir
com gotinhas de pensamentos
na minha pele
que não foi sua
Dormir com um centímetro de sonho
cheiro docinho
no quadriculado do meu rosto
Ir cansando
fadiga dos meus tabus
exercitarei de hoje em diante essa parte que ainda me arranha os sentidos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012


boca murcha
cheia de desejos
explodindo
teorias
teses
vazias
sopro mole
pro alto
pro seu fim.
mirou justamente no seu próprio ponto
fraco.
imito e omito o seu mito.
Tua vida 
é simples
pouco amarga
é cheirosa
tem mil cores
ela te chama
te explica
quer troca
pouca birita
grita louca
quer te ver
mas você
quer só você.

Vida de mentiras? Não. Você de mentiras.

domingo, 9 de setembro de 2012

Não posso me esquecer de que as minhas outras voltam constantemente me pedindo liberdade.

Hei de lhes dar a alforria!

Mané
Carioca
Pelintra
Veio

Sendo aquela ou aquilo
No momento escavado
Abro calmamente meus lábios
Olhar inseguro
Nariz confuso
Ouvido amalucado

Vi que tem mais teu
Traço fino e forte
Luz de ponta a ponta
Fez-se menino
Aquele ou aquilo
Que um dia foi sonho nosso.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ventando

sopra
carrega
grita
silencia

abraça
todo o cinza

se misturam verdes
amarelos
um pouco de azul
e por fim

o vermelho

Edu lobo avisou.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A voz de quando você lê
Qual tom tem?

Diante de poucas possibilidades
O Ser se deixa
Detonando seus princípios
Arrancando suas metas
Dizendo ao seu espírito que não

Essa tal liberdade ainda nos mostrará o fogo bravo.

domingo, 19 de agosto de 2012

Cheiro básico, neutro
Eu vi buço e axila
Era ela, Dona Livrensk
Descobrindo com seus dedos magros
Tudo aquilo que desejava
Mas a magnífica e de pouco caráter
Não se contentava com pouca ousadia.
Para tal, pouco importavam as moças românticas
E com muito amor direcionado
Dona Livren tinha fome de gordo
E pesava apenas quarenta quilos
Comia moças, moços e grilos
Tirava pertences e corações
Largava nas ruas, nas pontes, nos porões
O tempo era dela!
O deles pouco importava
O gosto de sua vagina se incorporava
Em todos que lhe cercavam
Aqui Jaz
Alguém que está prestes a morrer feliz

Se minha carne.
Eu sentisse o cheiro.
Cheiro que sentes.
Como sentes.
Não sinto.

É negra a visão.
Entrelaçam-se as letras.
Assim como os pelos dos meus braços.
Sei que sentes.
Diferente de mim.

Busco a tua beleza
Ainda hoje.
Estive cara a cara com a tal.
Somente no início.
Sumida,
Virou as costas
E me disse ter mudado
Mudado para os seios de sua outra menina.

Sua beleza te largou,
Me deu adeus,
Foi aos seios dela,
Que toda prosa ficou,
E cantarola até hoje,
Porque você não olha mais o fundo
O profundo mundo dos olhares reais.


Beleza,
Sabia-se lá
Onde você estava com a cabeça.
Mas aposto contigo, Dona Esplendorosa,
Que logo enjoará dos seios de fulana e de melhores formas
Se apossará.