Quando minha mãe
Senhora ransinza e na dela
Sentada no banco de um metrô
Balançava seus dedinhos dos pés
Como se fossem a única parde doce de seu corpo
A parte que ainda sentia







Quem és tu que me envade em pleno verao?
Quem pensa que és para me trazer tanto amor em grande escala?
O que queres do meu corpo?
É corpo ou alma?
Queres luz ou treva?
Amar ou duvidar?
O meu resto ficou para ti
O que faço se não me da espaço para regenerar?
No fundo dos multi universos existe um dia em que ainda retornaremos ao encontro
Ou que talvez enfim sejamos um só.
Diante da verdade multiuniversal,
me entrego como parte do todo.
Deixo meus atos erroneos e negativos,
amigos mascarados, pedaços de animais mortos dentro do meu freezer.
Deixo minha camada grossa, minha pele animalizada para seguir nessa estrada ascendente de cores e silencios. Sei que o que me espera estará em harmonia com o meu estado de consciência. Sei que o amor incondicional será minha próxima parada. Obrigada aos amigos astrais por essa ajuda tão sincera. Hei de ao menos fazer jus a esse amor.
Obrigada kika, mãe e pai por todo o apoio básico de sobrevivência.
Comtemplar as tentações tem seu tempo certo ( se é que podemos falar de tempo, em tempos onde tudo é questionado e estudado a fundo).
Nessa nova capa de Larissa, me vejo contempladora das boas e belas coisas. Me descobri refinada. Gosto das danças onde não há coreografia, nas músicas que brotam dos céus, das vontades que dão e passam, passo para o papel.
Vislumbro os belos homens e mulheres que em sua harmonia deixam florir sua beleza interna sem forçar. Gosto dos vinhos caseiros, da mata virgem, do sol com auréola. Gosto muito das crianças, pois elas são fonte de crianção, são oráculos vivos sempre prontos para nos mostrar a verdade das coisas. Gosto de manipular o que me manipula, de tomar o que quer me tomar. Mas me disseram delá que preciso ,e encaixar, me adaptar. Sabe lá se conseguirei um dia e transformar no que quem sabe já sou. O que quero posso já estar sendo sem saber. O que será que me faz ser carente? Qual a fonte desse sentir que me faz querer profundidade? Não consigo ser rasa.
Te olho
e abismo.
Profundo. Frio.
Vento sem volta.
Dá medo.
Dá revolta.
É querer
e não poder seguir.
As mãos
que trocavam suor
secaram.
Vida volátil.
Já não existe confiança:
de manhã é,
à tarde dúvida,
à noite reflete,
repete
e no amanhã
já se foi.
A vida
é um sonho impossível de lembrar.
É tentativa e erro,
dor e amor,
morte e vida.
Quem sofre hoje
já sofreu no amanhã de ontem.
Quem ama agora
esquece o que é sofrer.
O tempo
é aquele
que a gente escolher.
Eu vivo
um agora cheio de ontens,
com desejos pro amanhã.
E o amanhã sempre chega
só não chega
do jeito
que o agora de ontem
desejou
o que que tem por tras desses seus olhos verdes
é um ser um tanto inseguro
delicioso corpo
um mar
de suor e angustias
tem amor que corre devagar
mas não me traz segurança o suficiente
não me importo
mas as cartas me dizem que não é você
e quem será?
e quem será?
enquanto não descobrir o que sou
meu contorno
não terei essa resposta
mas você é menino dos meus olhos
mesmo se me abandonares
tenho em mim o teu mar
quero em ti me afogar
escorreguei
no túnel do meu tempo
onde as horas são de algodão
e afagam a minha mão
o perfume é puro doce
mergulho profundo
nas agua da minha
piscina
interna
onde contemplo cada braçada
e movimento dos cabelos n'agua
cada bolha que sai do nariz
pedindo um pouco mais de ar
é a paz
que há
nos detalhes da felicidade interna